Defesa de Bolsonaro tem novo pedido de prisão domiciliar e pretende usar Collor como referência

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro já tem um novo pedido de prisão domiciliar, que deve ser protocolado na próxima semana. De acordo com o repórter Caiã Messina, da Band, a defesa deverá comparar a situação de Bolsonaro com a de Collor, que ficou mais de 30h com a tornozeleira desligada e teve a domiciliar mantida.

Além disso, os advogados também vão insistir na tese do surto para justificar os danos à tornozeleira. Para justificar o pedido com base humanitária, os advogados vão apontar laudos médicos, exames feitos e os atendimentos a que ele foi submetido diante de crises de soluços, insônia, refluxo e vômitos.

Em outra frente, os embargos infringentes serão protocolados na noite desta sexta-feira (28), com foco em posicionamento jurídico – e não em reverter a decisão do Supremo.

Os advogados alegarão ainda que a Polícia Federal não tem disponibilizado equipe médica 24h para o ex-presidente, desobedecendo o despacho do ministro Alexandre de Moraes.

Tornozeleira eletrônica

O ex-presidente Jair Bolsonaro confirmou que tentou mexer na tornozeleira eletrônica e que chegou a usar uma solda de ferro no equipamento. Em um vídeo, o ex-presidente é questionado se usou algo para queimar a tornozeleira. Ele responde que usou um ferro quente por curiosidade.

Em um despacho publicado pelo ministro Alexandre de Moraes, neste sábado (22), a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal afirmou que a tornozeleira eletrônica possuía sinais claros e importantes de avarias, além de marcas de queimadura.

“O equipamento possuía sinais claros e importantes de avaria. Haviam marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local do encaixe/fechamento do case”, bem como que ”no momento da análise o monitorado foi questionado acerca do instrumento utilizado. Em resposta, informou que fez uso de ferro de solda para tentar abrir o equipamento”, disse.

Entenda

A prisão preventiva, portanto, não significa o cumprimento da pena a que ele foi sentenciado. As autoridades consideravam que a prisão domiciliar do ex-presidente apontava riscos à manutenção da ordem pública com uma vigília que estava sendo convocada na casa de Bolsonaro.

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