Michelle diz que Bolsonaro está abalado e apático e pede prisão domiliciar

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro descreveu o estado emocional de Bolsonaro como “abalado” e “apático”. Em conversa com jornalistas, ela relatou que o ex-presidente convive com dores intensas desde 2018 e que o longo período sob medicação — nove meses — tem fragilizado sua saúde física e psicológica. Além do traumatismo craniano leve, ela mencionou uma lesão sangrenta no dedo do marido que a preocupou.

A família pretende reforçar o pedido de prisão domiciliar, utilizando como argumento a necessidade de acompanhamento médico 24 horas e cuidados específicos com alimentação e medicação que, segundo ela, não são plenamente atendidos na superintendência.

Comparação com outros casos

Para justificar o pedido, a ex-primeira-dama citou o caso do ex-presidente Fernando Collor. “Não menosprezando o quadro dele, mas ele foi liberado porque tem apneia do sono. Meu marido tem outras comorbidades que mostram que ele precisa desse acompanhamento”, afirmou. Michelle defendeu que Bolsonaro deveria estar em casa para ser cuidado pela família, alegando que “não tem justificativa para ele estar preso” diante das condições clínicas apresentadas.

Contradições sobre o horário do atendimento

A ex-primeira-dama questionou a agilidade do socorro prestado pela Polícia Federal após o ex-presidente sofrer uma queda em sua cela. De acordo com Michelle, há divergências entre os relatos das autoridades: enquanto um delegado afirmou que o quarto foi aberto às 7h20, o relatório do perito indica que os primeiros socorros só ocorreram por volta das 8h40 ou 9h.

“Se abriram o quarto às 8h para a primeira medicação, ele teve que esperar o médico da superintendência chegar às 8h40. Ele já perdeu 40 minutos”, criticou.

Michelle ressaltou que, pela Lei de Execução Penal, não parece haver agilidade para emergências. Ela descreveu o local onde o ex-presidente se encontra como uma “solitária” e afirmou que o quadro de saúde dele, agravado por nove cirurgias prévias e dores crônicas, exige monitoramento constante.

Entenda o caso

Após realizar os exames, Bolsonaro retornou para a Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre pena de mais de 27 anos de prisão.

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