Presidente do PSB em João Pessoa critica apoio de Leo Bezerra a Cícero e fala em “ingratidão” com João Azevêdo

O presidente municipal do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em João Pessoa, Ronaldo Barbosa, classificou como “ingratidão” a decisão do vice-prefeito Leo Bezerra (PSB) de declarar apoio ao projeto político do prefeito Cícero Lucena (MDB), pré-candidato ao Governo da Paraíba, nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante entrevista à BandNews FM João Pessoa (101,1 MHz), nesta quinta-feira (22).

Segundo Ronaldo, Leo não deveria ter tomado essa posição. “Leo não deveria ter feito o que fez com João Azevêdo. Foi uma ingratidão”, afirmou. A crítica se refere ao fato de parte do partido acreditar que Leo apoiaria o projeto do governador João Azevêdo (PSB), pré-candidato ao Senado, e a pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro ao governo estadual.

Durante a entrevista, Ronaldo Barbosa também demonstrou desconfiança quanto à permanência do grupo Bezerra dentro do PSB. “Espero ver para crer”, disse, ao ser questionado se o grupo seguirá no partido.

Chapa majoritária e escolha do vice

Ao comentar a formação da chapa majoritária, Ronaldo destacou que o PSB possui quadros para indicar o nome a vice. “O PSB tem quadros para indicar a vice. João Azevêdo tem o poder de fazer esse diálogo”, afirmou,

Sobre a pré-candidatura de Lucas Ribeiro ao Governo, Ronaldo apontou o perfil ideal para vice. “Teria que ser alguém que conhecesse a estrutura do Estado e as ações do governo”, explicou.

Incerteza sobre permanência do grupo Bezerra no PSB

O presidente municipal do PSB, foi questionado sobre a insatisfação da família Bezerra no partido e afirmou que, assim como o governador João Azevêdo, Ronaldo Guerra também só pretende dialogar com Leo quando ele assumir a cadeira de prefeito.

Ronaldo ainda levantou questionamentos sobre o acordo político. “Qual é o acordo de Leo com Cícero? Leo terá autonomia para mexer na Prefeitura ou vai ficar sendo mandado por outras pessoas?”, questionou.

Fidelidade partidária

Ao final, Ronaldo Barbosa reforçou a defesa da fidelidade ao partido. “Se a gente quiser construir um partido sério e socialista, o filiado tem que obedecer às decisões partidárias”, afirmou, ao ser perguntado se os filiados devem apoiar os candidatos definidos pela legenda.

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