O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta segunda-feira (2) o acordo de nĂŁo persecução penal com dois militares condenados como integrantes do NĂșcleo 3 da trama golpista que tentou manter o ex-presidente Jair Bolsonaro ilegalmente no poder. 
Ambos sĂŁo das Forças Especiais do ExĂ©rcito, conhecidos como âkids pretosâ, em razĂŁo da boina preta que diferencia seus uniformes.Â
O coronel MĂĄrcio Nunes de Resende JĂșnior e o tenente-coronel Ronald Ferreira de AraĂșjo JĂșnior terĂŁo agora suas penas substituĂdas pelo pagamento de R$ 20 mil a tĂtulo de reparação de danos e Ă prestação de 340 horas de serviços comunitĂĄrios. Eles tambĂ©m serĂŁo obrigados a comparecer presencialmente ao curso Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado, com carga horĂĄria de 12 horas.Â
Pelos termos do acordo, os benefĂcios podem ser revogados caso eles pratiquem novamente os mesmos delitos pelos quais foram condenados, ou se forem processados por qualquer ilĂcito penal.Â
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Julgamento
Assim como os demais integrantes do nĂșcleo 3, os dois militares foram acusados pela Procuradoria-Geral da RepĂșblica (PGR) de participar de reuniĂ”es e açÔes tĂĄticas com o intuito de executar o plano Punhal Verde e Amarelo, que previa o sequestro de assassinato de autoridades como o presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva, o vice, Geraldo Alckmin, e o prĂłprio Moraes.Â
Ao final do julgamento, contudo, a Primeira Turma do Supremo considerou que as condutas efetivamente comprovadas pela acusação nĂŁo foram suficientes para caracterizar crimes mais graves. Eles acabaram condenados por incitação de animosidade entre as Forças Armadas e associação criminosa, delitos com penas mais brandas.Â
MĂĄrcio Nunes recebeu a pena de 3 anos e 5 meses de prisĂŁo em regime inicial aberto e Ronald Ferreira de AraĂșjo JĂșnior foi sentenciado a 1 ano e 11 meses de prisĂŁo em regime aberto. Ambas ficam agora suspensas, ao aguardo do cumprimento das exigĂȘncias do acordo de nĂŁo persecução penal.Â




