já disse no rádio e vou continuar dizendo aqui. Alguém precisa suspender completamente a tese de que Cícero Lucena espera Pedro Cunha Lima para ser seu vice. Estrategicamente, encontre-se para este momento nem que seja um “laranja” para ocupar a vaga. E fazer com que a classe política e a imprensa parem de perguntar a Pedro se ele topa.
Porque a cada negativa do ex-deputado, que está sem mandato e não vislumbra perspectiva eleitoral alguma, Cícero recebe uma das piores pancadas que se pode dar na sua perspectiva de poder. Por que Pedro, que não tem nada a perder, não quer ser vice do “melhor político da Paraíba”? A primeira coisa que vem à cabeça é que Pedro não acredita na vitória de Cícero. E, se acredita, tem medo de alguma ligação.
Isso está errado. A negativa, inclusive, tem como justificativas coisas que desmoralizam ainda mais. Até curso de inglês já entrou no roteiro. Really?
É óbvio que Pedro – e qualquer um outro – não está obrigado a ser vice de ninguém. Cada pessoa tem suas escolhas e projetos a serem respeitados. Estou a dizer que Cícero é que deveria, já que é assim, pôr um fim neste cortejo. Acaba com isso. Tira da pauta. Escolhe outro. Desvia a atenção.
Lá na frente, se Pedro, supreendentemente, disser sim, aí vai ser uma maravilha. Uma surpresa. Uma grande jogada.
Agora, do jeito que está se fazendo, o não de Pedro derruba toda pesquisa que sai em favor de Cícero.
Até o fato dele aceitar impassível a adesão de Jhonny Bezerra, que em 2024 atacou a imagem do poeta e fez o ex-deputado escrever contra o médico chamando-o de “falador de tanta de bosta”, da sinais de que Pedro não vai estar muito dentro da campanha.
Mas não por isso. A questão está no não. Que, sem querer querendo, parecem aquele óleo com bolas de gude que Cássio Cunha Lima colocou para Cícero – nas próprias palavras do prefeito – nas eleição em que ele esperava ser o candidato ao governo do grupo, mas os Cunha Lima preferiram ficar com Ricardo Coutinho.
Cícero não merece isso.




