AGĂNCIA BRASIL
O ministro das Cidades, Jader Filho, confirmou nesta terça-feira (24) que o governo federal segue estudando a viabilidade de implementar a chamada Tarifa Zero no transporte pĂșblico, em todo o Brasil.
Segundo o ministro, a medida pode ser uma resposta Ă crise enfrentada pela maioria dos sistemas de transporte pĂșblico do paĂs, baseado em um modelo segundo o qual usuĂĄrios e Poder PĂșblico, juntos, pagam Ă s empresas de ĂŽnibus uma tarifa capaz de cobrir os custos operacionais e a margem de lucro previsto.
âJĂĄ temos debatido e discutido diversas soluçÔes para esse tema, para que a gente possa fazer uma discussĂŁo nacional e chegar a um entendimento e, com isso, melhorar o transporte pĂșblico nas nossas cidadesâ, disse Filho.
Ele participou esta manhĂŁ, do programa Bom Dia, Ministro â uma co-produção entre a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da PresidĂȘncia da RepĂșblica e o Canal Gov, transmitida pelos canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Segundo o ministro, por determinação do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva, o MinistĂ©rio da Fazenda estĂĄ elaborando um estudo de viabilidade econĂŽmica a fim de identificar possibilidades de mudanças no sistema de transporte pĂșblico, que, local e regionalmente, sĂŁo de responsabilidade de prefeituras e governos estaduais.
âE se vamos [avaliar a implementação] de tarifa zero, temos que saber de onde vĂŁo sair os recursos [financeiros pĂșblicos] para isso; qual o tamanho dessa despesaâ, acrescentou Filho, admitindo que qualquer eventual proposta terĂĄ que ser discutida com municĂpios e estados.
âO certo Ă© que o modelo que estĂĄ posto, no qual o cidadĂŁo tem que pagar por toda a tarifa [nos casos em que o sistema nĂŁo recebe subsĂdio pĂșblico], estĂĄ falido. Este modelo nĂŁo funciona mais. E nĂŁo sĂł no Brasil, no mundoâ, assegurou o ministro, insistindo na necessidade de aguardar pelo estudo a cargo do MinistĂ©rio da Fazenda para prosseguir com o debate.
Em outubro do ano passado, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou que a equipe econĂŽmica jĂĄ estava realizando âum estudo abrangente do setor de transporte pĂșblicoâ para avaliar a possibilidade de implementar a tarifa zero â jĂĄ adotado, na ocasiĂŁo, em 136 cidades brasileiras, a maioria, de pequeno e mĂ©dio porte.
âSabemos que o transporte pĂșblico no Brasil, sobretudo o urbano, Ă© uma questĂŁo importante para o trabalhador. Nesse momento, estamos fazendo uma radiografia do setor, a pedido do presidente. Tem vĂĄrios estudos que estĂŁo sendo recuperados pela Fazenda para verificar se existem outras formas mais adequadas de financiar o setor”, disse Haddad, na Ă©poca.
ComissĂŁo
No inĂcio do mĂȘs, a CĂąmara dos Deputados aprovou o regime de urgĂȘncia na anĂĄlise do Projeto de Lei nÂș 3278/21, que institui o marco legal do transporte pĂșblico coletivo urbano, criando uma rede Ășnica e integrada de transporte pĂșblico coletivo, envolvendo UniĂŁo, estados e municĂpios.
Jå aprovado no Senado, o projeto estå pronto para ser votado no Plenårio da Cùmara, sem a necessidade de passar pelo aval das comissÔes permanentes da Casa.
Entre as inovaçÔes previstas, alĂ©m da gestĂŁo compartilhada entre entes pĂșblicos, estĂĄ a possibilidade de destinação de recursos orçamentĂĄrios para cobrir custos de gratuidade e tarifas reduzidas, alĂ©m de metas de universalização e transição energĂ©tica.
Segundo o relator da proposta na CĂąmara, o deputado federal JosĂ© Priante (PMDB-PA), a proposta prevĂȘ que as tarifas cobradas dos passageiros sejam separadas da remuneração paga Ă s empresas de ĂŽnibus, que terĂŁo que cumprir metas de desempenho e de qualidade â evitando, com isso, que os usuĂĄrios tenham que arcar com custos nĂŁo diretamente relacionados Ă prestação do serviço.
* Com informaçÔes da AgĂȘncia CĂąmara
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