A informação de que o senador Efraim Morais sentará na janela ao se filiar ao PL da Paraíba, aliada à candidatura a deputado federal de George Morais, seu irmão, parece ter incomodado alguns passageiros que estão no ônibus do partido há algum tempo.
Rumores dão conta de que já existe, de forma bem velada, alguns movimentos para impedir que isso aconteça. Não seria um movimento de partido, nem de um coletivo, mas algo isolado. Que, se não debelado em tempo, poderá incomodar o senador antes que ele coloque o foguete para voar. E até mude até de rota.
Será? Antes que se chegue a um cenário tão apocalíptico como este, o que é pouco provável de acontecer, é preciso avaliar os efeitos.
E se Efraim não for para o PL?
Imagine o partido perdendo a opção de ter o senador como candidato ao governo, ficando sem palanque de uma candidatura ao governo para Flávio Bolsonaro nem para fortalecer candidatura ao Senado ex-ministro Marcelo Queiroga.
Acrescente-se que na segunda feira após eleições Efraim continuará senador da República, independentemente de participar ou não desta eleição.
No quadro em questão, quanto valeria o “passe” dele agora nesta disputa entre Cícero Lucena (MDB) e Lucas Ribeiro (PP)? Certamente não faltariam espaços para que ele se encaixasse já para o primeiro turno numa das duas chapas, e ainda encontrasse boas propostas para George.
Talvez seja melhor que as lideranças do PL esfriem a cabeça. Compreenda que Efraim chegará forte no PL porque tem um mandato de Senador, além de manter boa relação com Flávio Bolsonaro.
E passem a raciocinar sob a perspectiva de que o problema que podem causar não seja maior do que o problema que possam estar vendo.
Até porque, se ele desistir, não voltará mais atrás, uma vez que, como se sabe, foguete não dá ré…






