O deputado federal, Cabo Gilberto Silva (PL), afirmou, nesta sexta-feira (11), que o desembargador Joás de Brito, relator do mandado de segurança que analisa a destinação de R$ 1,9 milhão para a Federação Paraibana de Tiro Esportivo, foi “induzido ao erro” pelo Governo da Paraíba ao votar contra a liberação dos recursos.
A declaração aconteceu durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.
Segundo o parlamentar, o magistrado foi influenciado por informações equivocadas ao entender que a emenda não atende ao interesse público.
“O desembargador foi totalmente induzido ao erro, eu afirmo aqui de forma veemente. O desembargador foi induzido ao erro pelo Governo do Estado da Paraíba, que patrocinou fake news”, declarou Cabo Gilberto.
Deputado diz que manterá envio de recursos
Ao comentar o voto do relator, Cabo Gilberto afirmou que recebeu a decisão “com muita tranquilidade” e destacou que o mandado de segurança foi impetrado pela própria Federação Paraibana de Tiro Esportivo.
Segundo ele, a destinação dos recursos faz parte de um compromisso assumido com clubes de tiro, CACs e integrantes do movimento Pró-Armas durante a campanha para deputado federal.
“Mandei, vou mandar esse ano novamente e vou continuar mandando enquanto deputado federal for para o esporte de tiro prático da Paraíba. Esse é um compromisso que eu tenho”, afirmou.
Parlamentar rebate críticas à emenda
Questionado sobre a destinação de recursos para uma federação de tiro esportivo, o deputado afirmou que já garantiu quase R$ 300 milhões em emendas para a Paraíba.
De acordo com Cabo Gilberto, cerca de R$ 150 milhões foram destinados à saúde, além de recursos para segurança pública e educação.
O parlamentar também disse que continuará destinando verbas ao setor, independentemente da decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), e afirmou que poderá utilizar outras formas de repasse, como transferências diretas por meio de ministérios.
Julgamento ainda não foi concluído
Ao ser questionado sobre o entendimento da Justiça, Cabo Gilberto ressaltou que apenas o voto do relator foi apresentado e que o julgamento ainda depende da manifestação dos demais desembargadores.
“Vamos aguardar o voto da maioria. Quando terminar o julgamento, farei os questionamentos em relação à Justiça. Hoje, quem se manifestou foi apenas o relator”, declarou.
Segundo ele, caso prevaleça o entendimento do relator e o Estado não realize a transferência dos recursos, o valor retornará aos cofres da União.
“Se o voto do relator prevalecer e o Estado não fizer a transferência, esse recurso volta para os cofres públicos da União”, explicou.





