Caiado defende educação como chave para a produtividade brasileira

ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado, participou do Canal Livre para uma discussão sobre os desafios estruturais do Brasil. Um dos temas centrais foi a estagnação da produtividade nacional, um problema que o cientista político Fernando Schuler classificou como a “grande questão das próximas eleições”.

Fernando Schüler abriu o debate com dados alarmantes: em 1980, a produtividade do trabalhador brasileiro correspondia a 45% da do trabalhador americano. Quatro décadas depois, esse número caiu para apenas 25%. Enquanto países como a Coreia do Sul deram saltos tecnológicos, o Brasil parece ter “andado para trás”.

Caiado reforçou o diagnóstico citando o exemplo da Noruega, onde cada hora trabalhada agrega 90 dólares ao PIB, enquanto no Brasil esse valor é de apenas 19 dólares. Para o governador, a solução não admite “balas de prata”, mas passa obrigatoriamente por uma reforma profunda na base da sociedade.

Ao ser questionado sobre como reverter esse quadro, Caiado foi enfático: “O remédio para isso é um só: você educar”. O governador destacou que Goiás ocupa hoje o primeiro lugar no país em educação básica, fruto de investimentos em laboratórios de física, química e robótica, além da distribuição de Chromebooks para alunos do 9º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.

“Não queremos formar analfabetos funcionais”, afirmou Caiado

O governador também relacionou o baixo desempenho econômico à falta de perspectivas para a juventude. Segundo ele, em muitos estados, o crime organizado e o narcotráfico tornaram-se os únicos modelos de sucesso para os jovens. Como contraponto, apresentou dados de sua gestão: o número de jovens condenados por crimes e tráfico em Goiás caiu de 1.073 no início de seu governo para 168 atualmente.

O debate encerrou-se com duras críticas ao governo federal. Caiado acusou as gestões do PT de criarem “três gerações de dependentes do governo” por meio de programas assistenciais. Segundo o governador, seu modelo em Goiás busca quebrar esse ciclo, permitindo que o cidadão saia da condição de dependente de bolsas para ganhar seu próprio dinheiro através da profissionalização.

“O que o Lula tem feito é aumentar esse ciclo de pessoas dependentes. Nós quebramos isso em Goiás cuidando do jovem e dando a ele a capacidade de vencer na vida pela educação”, concluiu.

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