Na briga com o prefeito Cícero Lucena (MDB) pelo estratégico apoio dos Cunha Lima em Campina Grande, o senador Efraim Filho (UP), pré-candidato ao governo da Paraíba, entra 2026 com o pedaço maior do bolo.
A presença – e, especialmente, o entusiasmo – do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, em evento de reafirmação de candidatura do senador, com direito a possibilidade de indicação da primeira-dama da cidade como candidata a vice-governadora, vai confirmando aquilo que já vinha sendo captado. O dono da bola em Campina Grande vai jogar no time de Efraim.
Mesmo que não esteja desfrutando de aprovação considerável, enfrentando problemas administrativos, Bruno Cunha Lima detém as rédeas de uma estrutura poderosa, que contrata e demite, além de abrir portas das mais diversas para o “foguete” passar. Que, inclusive, só por lembrança, venceu a eleição para senador em Campina em 2022.
Neste sentido, Cícero terá direito, no máximo, a andar com os Cunha Lima que não tem “caneta” e nem em Campina vivem, a exemplo de Pedro e de Cássio.
O prêmio de consolação seria o apoio do deputado federal Romero Rodrigues, que apesar de não ter poder de mando na cidade, goza de considerável aceitação popular, e junta gente na rua pra Cícero apertar umas mãos e fazer imagem para as redes sociais.
Claro que, além de Romero, Cícero já desfruta do apoio do senador Veneziano Vital do Rego, que, em 2022, vale lembrar, amargou um terceiro lugar na votação em Campina para governador.
Só que registre-se ainda que Campina Grande terá mais uma vez, depois de vinte anos de jejum, um governador no cargo nascido na cidade na disputa pela reeleição. A última vez foi em 2006 com Cássio Cunha Lima, que venceu a disputa contra José Maranhão com mais de 70 mil votos de diferença.
Campina, pois, é grande, mas é só uma. A divisão da cidade em mais pedaços do que apenas dois não estavam, certamente, nos planos do prefeito pessoense.








