“Ao invés de estar governando neste momento preocupado com o Brasil, ele se posta de embaixador de facção. Então, este é o Brasil que desencantou a população”, disparou o governador.
Para Caiado, a “apatia” do presidente da República impede que o país enfrente o domínio territorial das organizações criminosas, que hoje mantêm os brasileiros “verdadeiramente sequestrados pelo narcotráfico”.
O governador goiano defendeu que a solução para a violência passa por uma postura de enfrentamento direto que, segundo ele, falta ao atual governo. “Não se governa sem autoridade moral. Não se governa sem que tenha condição da pessoa chegar ali, chamar o presidente do Supremo, o presidente da Câmara, do Senado e apresentar todo esse quadro que o Brasil está passando e dizer: ‘Este problema não é apenas do presidente, é de todos nós’”, afirmou.
Como contraponto à gestão federal, Caiado citou o modelo adotado em Goiás, onde o monitoramento rígido do sistema prisional e o fim de regalias para criminosos teriam pacificado o estado. “No meu estado de Goiás, não tem visita íntima para o faccionado. Não tem audiência com o advogado em sigilo. Tudo é gravado”, detalhou, reforçando que, se eleito presidente, pretende classificar facções como grupos terroristas imediatamente.
Além das críticas na segurança, Caiado também prometeu agir no campo jurídico-político para encerrar as tensões remanescentes do último pleito: “8 de janeiro, se eu for o presidente, eu vou anistiar, acabar com isso imediatamente e falar: ‘Acabou esse assunto, vamos trabalhar’”.
Temas do debate
O programa também vai abordar o peso da crise do banco Master no cenário eleitoral. A discussão deve tratar dos reflexos do episódio na confiança do mercado e na percepção de solidez das instituições brasileiras.
Outro eixo central será a superação da divisão política que se consolidou no país nos últimos anos. Os governadores vão expor como pretendem dialogar com eleitores de campos opostos e quais caminhos enxergam para reduzir a polarização.




