Ao retornar a Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá enfrentar, de imediato, uma reorganização no primeiro escalão do governo federal. Pelo menos dois ministros já comunicaram ao chefe do Executivo o desejo de deixar seus cargos ainda neste início de ano, o que aumenta a pressão por uma reforma ministerial.
Segundo fontes ligadas à gestão petista, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, conversou com Lula no fim do ano passado e sinalizou a intenção de deixar a pasta já em janeiro, preferencialmente até o fim desta semana. A data exata da saída, no entanto, ainda depende do aval do presidente, mas há expectativa de que Lewandowski deixe o governo até esta sexta-feira (9).
Outro ministro que também manifestou ao presidente o desejo de deixar o cargo é Fernando Haddad, titular do Ministério da Fazenda. Haddad já havia informado a Lula que pretende se afastar da pasta para colaborar com a campanha do presidente.
“Eu manifestei o desejo de colaborar com a campanha do presidente Lula. Isso é incompatível com ser ministro da Fazenda. Não tem como colaborar com a campanha no cargo de ministro da Fazenda. Se o meu pleito for atendido de alguma maneira, em ser colaborador da campanha, uma troca de comando aqui seria importante”, declarou Haddad a jornalistas.
Apesar disso, o ministro afirmou que tem disposição para permanecer no cargo até o fim de fevereiro, caso seja necessário, a fim de garantir uma transição adequada na equipe econômica.







