Neste domingo (22), em coletiva, o presidente Lula afirmou que pretende tratar com “muita seriedade” a relação entre o Brasil e os Estados Unidos em uma eventual conversa com o presidente norte-americano Donald Trump. Segundo Lula, os dois países precisam colocar todos os temas na mesa de negociação, sem vetos ou restrições, e conduzir o diálogo de forma direta e transparente.
No último sábado (21), Trump impôs uma tarifa global de 15%, em meio a decisão da Suprema Corte americana em não ser a favor de suas decisões relacionadas ao tema. Com isso, Lula discordou da medida do norte-americano:
“Nós fomos surpreendidos com o impacto das taxações dos Estados Unidos, porque ela foi feita de forma totalmente anômala, porque era uma coisa impensável você receber no Twitter, sabe, a determinação de um país de taxar o outro. Antigamente, era feita uma reunião entre os ministros da fazenda, entre os ministros da indústria e comércio. Não, mas ele faz tudo isso. Nós tomamos as decisões com muita cautela.”
Lula disse que sua pauta incluirá comércio, parcerias universitárias, cooperação no combate ao crime organizado e a situação da comunidade brasileira que vive nos Estados Unidos. O presidente também afirmou que quer discutir investimentos americanos no Brasil, destacando que, segundo ele, esses aportes diminuíram nos últimos anos.
Além disso, o presidente citou que a pauta de diálogo com Trump, vai muito além da discussão sobre minerais críticos. Segundo ele, Brasil e EUA mantêm uma relação diplomática sólida há 201 anos, marcada por cooperação histórica, e precisa ser tratada com “equilíbrio e responsabilidade”.
Ao abordar a questão dos minerais críticos, Lula defendeu que o Brasil deixe de atuar apenas como exportador de matéria-prima e passe a investir na industrialização interna, especialmente no contexto da transição energética. Ele citou a criação do Conselho Nacional de Política Mineral, subordinado à Presidência da República, como instrumento para dar mais “seriedade e objetividade” à gestão dos recursos estratégicos e garantir que o processo de transformação ocorra em território nacional.
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