O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja encaminhado para o Hospital DF Star, em Brasília, para realização de exames médicos.
“Diante do exposto, nos termos do art. 21, § 1º, do regimento interno do Supremo Tribunal Federal, autorizo o deslocamento de Jair Messias Bolsonaro para o Hospital DF Star, no dia 7 de janeiro de 2026, para a realização de exames médicos indicados: tomografia computadorizada de crânio; ressonância magnética de crânio; e eletroencefalograma”, escreveu Moraes na decisão.
“Determino, ainda, que o transporte e segurança do custodiado deverão ser realizados pela Polícia Federal de maneira discreta e o desembarque deverá ser feito nas garagens do hospital (…); A Polícia Federal deverá providenciar a completa vigilância e segurança do custodiado durante a realização dos exames e o posterior retorno à Superintendência da Polícia Federal”, completou.
Jair Bolsonaro passou mal, caiu e bateu a cabeça durante a madrugada desta terça-feira (6) na prisão. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e, na sequência, confirmada pelo médico do ex-presidente.
“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”, escreveu Michelle em uma rede social. “Como o quarto permaneceu fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para a minha visita”.
Após avaliação da equipe médica da Polícia Federal, o ministro da Suprema Corte chegou a negar a remoção meditada do ex-presidente ao hospital e pediu detalhamento dos exames, que foram apresentados pela defesa de Bolsonaro.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal o detalhamento médico solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes. O documento aponta que Bolsonaro sofreu um traumatismo craniano e apresenta sintomas como crises convulsivas e oscilação de memória, reforçando o pedido de exames urgentes.
Para a imprensa, o médico Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente, disse que Bolsonaro teve um “traumatismo leve”.






