O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, deve se manifestar ainda nesta sexta-feira (17), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), sobre os motivos que levaram a prefeitura a construir um muro na Cracolândia, confinando, no local, pessoas em situação de vulnerabilidade.
A intimação, dando prazo de 24 horas para a manifestação do prefeito, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, na quinta-feira (16), em carÔter de urgência.
Com cerca de 40 metros de extensĆ£o e gradis de metal, o muro foi construĆdo entre maio e junho do ano passado na Rua General Couto MagalhĆ£es, localizada no bairro de Santa IfigĆŖnia, em uma Ć”rea triangular.
A determinação do STF tem como origem uma ação impetrada por parlamentares do PSOL, tendo por base diretrizes da PolĆtica Nacional para a População em Situação de Rua.
A prefeitura se manifestou publicamente por meio de nota, argumentando que o muro foi instalado em 2024, em Ć”rea na qual jĆ” existiam tapumes de metal para fechamento de uma Ć”rea pĆŗblica. Segundo a prefeitura, a troca foi feita para āproteger as pessoas em situação de vulnerabilidade, alĆ©m de moradores e pedestres, e nĆ£o para confinamentoā.
CracolĆ¢ndia Ć© a denominação dada a uma Ć”rea ocupada por pessoas em situação de vulnerabilidade, composta, na sua maioria, por dependentes quĆmicos e traficantes, geralmente de crack, no centro da cidade de SĆ£o Paulo.





