O deputado federal Wilson Santiago (Republicanos) afirmou, nesta quarta-feira (28), que apesar de defender a bandeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Paraíba, existem divergências na condução política do governo federal, especialmente na relação com a base aliada no Congresso Nacional. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM.
Segundo o parlamentar, o presidente não está totalmente alinhado com todas as pautas defendidas por seu grupo político e precisa aprimorar o diálogo e o tratamento com os aliados. “Vou defender aqui na Paraíba a bandeira do presidente Lula, sim. Agora, dizer que o presidente está alinhado 100% com aquilo que nós gostaríamos, não. Tem alguns pontos que divergimos, como tratar melhor sua base política. Está faltando um tratamento melhor”, afirmou.
Durante a entrevista, Wilson Santiago citou como exemplo o início das votações no Congresso, quando o governo enfrentou dificuldades na apreciação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios e da PEC da redistribuição de recursos que estavam pendentes no Tesouro Nacional. Para ele, essas matérias acabaram dividindo a base governista.
“Entramos logo com a pauta, com a primeira votação da PEC dos Precatórios e da PEC da redistribuição dos recursos que estavam pendentes no Tesouro Nacional, com as suas respectivas limitações. Aquilo levou o presidente a dar continuidade a um processo que já estava em andamento e dividiu o governo naquela PEC, naquela votação”, explicou.
O deputado também avaliou que, diante desse cenário, o governo precisou ceder espaço político ao União Brasil, o que acabou reduzindo a possibilidade de contemplar outras correntes aliadas.
“Quando dividiu o governo, ele teve que acatar integrantes do União Brasil, onde cedeu três ministérios, mesmo tendo em média apenas 15 votos de um painel de mais de 50 do partido. Atendeu com essa quantidade de ministérios e, portanto, faltou espaço político para atender outras correntes políticas nacionais, que também tinham opinião e queriam uma renovação naquilo que se construiu no Brasil até aquele instante”, concluiu.





